João Roma prega colaboração para combater a pandemia e defende “direito constitucional de liberdade”

O ministro da Cidadania pregou nesta segunda-feira (22) serenidade e colaboração para combater a pandemia da covid-19 e defendeu o direito constitucional de liberdade das pessoas. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Salvador FM, ele destacou que é preciso evitar aglomerações e garantir o distanciamento social, mas se disse preocupado com medidas que impedem o “direito de ir e vir” da população.

“Uma coisa é evitar aglomerações, outra coisa é restringir o direito constitucional de liberdade das pessoas. Então, eu fico muito preocupado com tudo isso. Eu sei que especialmente os governantes, prefeitos, todos estão muito ansiosos, tentando dar uma resposta da melhor forma à população, mas existem muitas informações que ficam deixando a população muito em dúvida”, afirmou.

“Como fechar um escritório de advocacia se tem aglomeração muito maior em ônibus? Como evitar que o comerciante possa ir atrás do seu sustento e as coisas sigam dentro dos protocolos, mas ao invés disso você simplesmente busca a restrição total de circulação? Então é um momento em que é necessário muita serenidade, cooperação, são vidas em jogo. Mas, de fato, algumas medidas mais extremadas deixam a população muito confusa”, explicou.

Roma defendeu medidas de higiene pessoal e aquelas que ajudem a evitar as aglomerações, mas ressaltou que o lockdown termina inviabilizando que as pessoas que não têm o salário garantido no fim do mês corram atrás do seu sustento: “Elas não podem simplesmente ficar de braços cruzados”.

“Precisamos ter muita colaboração, estar abraçados com a ciência, mas não dá para quebrar o direito constitucional do cidadão de ir e vir, fazendo inclusive cenas chocantes para muitas pessoas. Uma coisa é seguir as regras, usar máscara, álcool em gel, fazer o distanciamento, evitar aglomerações. Outra coisa é querer de forma impositiva trancafiar as pessoas dentro de casa”, disse.

Na entrevista, Roma também destacou que o Auxílio Emergencial deve começar a ser pago em abril, beneficiando mais de 46 milhões de famílias em todo o país. Ele ainda falou sobre a ampliação do programa Bolsa Família, que em março chega a mais de 14,5 milhões de beneficiários.

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