Ministro da Cidadania comenta estudo sobre Auxílio Emergencial: Beneficiou um terço da população brasileira e salvou vidas”

O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que os dados sobre o Auxílio Emergencial publicados nesta segunda-feira (8) evidenciam que o benefício garantiu a sobrevivência das pessoas que mais precisam e que ficaram mais vulneráveis com a pandemia da covid-19. A declaração foi dada pelo ministro ao comentar o estudo ‘Perfil dos beneficiários do Auxílio Emergencial pela Covid-19: quem são e onde estão?’, obra que reúne diversas informações sobre os brasileiros que receberam o auxílio do governo do presidente Jair Bolsonaro em 2020.

“O auxílio chegou a 67,9 milhões de pessoas, um terço da população do Brasil. Para se ter uma dimensão do que representa esse número, somente 20 países têm população superior à quantidade de brasileiros que receberam o Auxílio Emergencial. Estamos falando de um benefício que chegou a uma parcela muito expressiva dos brasileiros e salvou vidas daquelas pessoas mais vulneráveis e que mais sofreram com as consequências da pandemia”, destacou o ministro.

No total, o benefício destinou cerca de R$ 294 bilhões para socorrer os brasileiros mais necessitados ao longo de 2020. “Ou seja, isso representa mais de dez anos de execução do Bolsa Família, o que evidencia a dimensão do auxílio”, afirmou o ministro, reforçando que o governo pode retomar o benefício ainda neste mês de março, com quatro parcelas até junho.

O estudo mostra que o grupo etário com maior participação no auxílio é aquele entre 18 e 34 anos, correspondente a 44% do total. As mulheres representam 55% dos do público do Auxílio Emergencial incluído no Cadastro Único, seja dentro ou fora do Bolsa Família. O mesmo não ocorre no grupo de pessoas que solicitaram o auxílio via aplicativo, que teve 57% de homens.

A obra foi lançada pela Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI), do Ministério da Cidadania, em parceria com Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (SENARC) e a Secretaria Nacional do Cadastro Único (SECAD). As autoras são Raquel Freitas e Marta Custódio, ambas do quadro do Ministério da Cidadania. “Sem dúvidas, estamos diante de um estudo muito qualificado e amplo, que nos permite conduzir novas políticas públicas. As autoras realizaram um grande trabalho”, pontuou o ministro.

Estados

A publicação aponta ainda que, nas regiões Norte e Nordeste, os beneficiários diretos do Auxílio Emergencial representaram 38% da população. Já nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, 29% da população foram contemplados com o Auxílio Emergencial. Entre os estados, apresentam maior cobertura do benefício o Piauí, com 39,9%; Bahia, com 38,8%; e o Pará, com 38,1% da população total.

Já aqueles que tiveram menor proporção de beneficiários em relação à população são Santa Catarina, com 23,8%; e o Rio Grande do Sul, com 24,6%; além do Distrito Federal, com 25,8%.

Já entre os 49 municípios com população igual ou superior a 500 mil habitantes, a média de beneficiários foi de 30,3%. Por sua vez, entre os 1.249 municípios com cinco mil habitantes ou menos, a média foi de 33,2%, o que indica relativa homogeneidade. Segundo o Ministério da Cidadania, apenas 108 municípios apresentam cobertura superior a 50% da população municipal e, destes, 24 tiveram mais de 60%.

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